Marketing Político

marketing politico
O marketing político é um conjunto de técnicas e procedimentos que visa adequar um candidato (a) ao seu eleitorado, procurando fazê-lo (a) conhecido (a) do maior número de eleitores possível, mostrando seu potencial e diferença em relação aos seus adversários.

Marketing politico

Marketing político é o conjunto de atividades que visa garantir a maior adesão possível a uma ideia ou a uma causa. Pode ou não ser encarnada na figura de uma pessoa, normalmente um político.

O marketing ganhou impulso após a Segunda Guerra Mundial, na medida em que a tecnologia evoluiu. Permitiu ao homem produzir em escala industrial um grande número de bens de consumo. Ao resolver o problema da produção, fazer com que as pessoas consumissem esses bens é que passa a ser o problema. Pois esse era uma das principais causas do estrangulamento econômico até então, principalmente nos países desenvolvidos.

Conceitos

Função: É compreender e estimular os desejos e necessidades dos indivíduos. Desenvolver produtos ou serviços que atendam a essas necessidades e comunicar sua existência à sociedade. Pois, está relacionado diretamente com a formação da imagem a longo prazo.

É utilizado não apenas por políticos, mas também por qualquer pessoa que deseja projetar-se publicamente. Empresários, sindicalistas, apresentadores de televisão e dirigentes de clubes de futebol são alguns exemplos …

Ideologia: É constituída por uma ou por um conjunto de ideias. Forma um sistema fechado, no qual os adeptos acreditam encontrar todas as verdades e certezas. Existem tantas ideologias quantos são os grupos sociais, institucionalizados ou não.

Estado: É definido como “o povo politicamente organizado”, incluindo todo o sistema de organização política, social, econômica, cultural existente. Portanto, indivíduos estão “obrigados” a se comprometer com a manutenção do sistema e adotar ideias contidas nesse conjunto, como suas.

Poder: É a relação que se estabelece entre as forças sociais. O jogo entre essas forças responde pela distribuição do poder entre elas. O que está em jogo sempre – na atividade política – é a disputa pelo poder e os competidores são sempre os mesmos, ou seja:

O estado: tem uma parcela de autonomia no poder, faz política para mantê-lo e, ampliá-lo;
Segmentos sociais: a minoria numericamente, mas detentora de grande parcela do poder;
Povo: a maioria tende sempre a apoiar o estado ou algumas facções minoritárias da sociedade, delegando a outros concorrentes o seu quinhão de poder.

Voto e partidos

Quando o povo é árbitro das contendas políticas – feito através do voto – os candidatos não são representantes de ninguém. No entanto, todos se dizem representantes do povo e nunca do estado ou de algum segmento social em particular. Mas, geralmente este é o único que não tem candidato próprio nem um legítimo representante de suas pretensões (poder).

Os principais sistemas teóricos de poder político na atualidade brasileira são:

O socialismo: sob variadas formas;
O liberalismo: também com variações;
O fascismo: com diferentes nomes;
O corporativismo: que fica no meio do caminho entre o fascismo e a social-democracia e;
A democracia pluralista: que é o modelo mais novo na linguagem política brasileira.

Posicionamento do candidato

A campanha política precisa ter forma e conteúdo. Para isso o candidato precisa eleger alguns temas que considera importante. Por isso, a partir da pesquisa feita junto ao seu público-alvo, ele “trabalha” estes temas na memória do eleitor. Esse trabalho, tenta ocupar o maior “share-of-mind” possível junto ao eleitor escolhido.

O candidato deve procurar usar uma linguagem simples, acessível, não usar linguagem ou falar coisas que o eleitor não entenda.

Nenhum eleitor gosta de participar de um jogo onde ele não conhece as regras. Muito menos, pertencer a um grupo de pessoas onde ele não conhece todos os fatos ou intenções. Pois, onde há segredos: o eleitor sente-se excluído e rejeitado.

Pertencer a um grupo de eleitores, de determinado candidato, deve soar como pertencer a um seleto grupo de pessoas. Juntas, estão construindo uma nova ordem e um novo modo de construir o futuro pois, sabem escolher e são conscientes.

Promessas do candidato

As promessas do candidato devem ter conteúdo consistente. Dessa forma, deve resistir a um debate e possibilitar aos seus cabos eleitorais desdobramentos nas discussões. Por isso, de forma alguma pode deixá-los sem argumentos na defesa do candidato e das suas ideias.

Portanto, é preciso fazer soar como verdade o que o candidato diz. Tanto no que tange a mídia, quanto ao que tange aos multiplicadores de opinião pública e cabos eleitorais. Precisa haver uma harmonização estratégica em torno do candidato.

O discurso deve ser bem elaborado e a campanha deve ser bem coordenada. Ele deve possuir uma unidade de discurso. Os símbolos utilizados nas peças publicitárias e o direcionamento devem ser coerente à satisfação das necessidades e desejos dos eleitores. Tudo isso, são fatores decisivos para se obter resultados positivos nas campanhas eleitorais. Pois, quando não eleito, o candidato deve sair – da campanha eleitoral – com uma imagem melhor posicionada do que quando entrou.

Comportamento do candidato

É importante observar alguns pontos imprescindíveis para o candidato:

A televisão é um veículo que trabalha a emoção do ser humano, por isso o marketing político deve usá-la assim. Por isso, não usar entonação dissonante do meio televisivo e falar dos temas de forma sintética. Televisão é veículo de conversa de cochicho e não de discursos longos, enfadonhos, redundantes. Portanto, o que a imagem está mostrando não é necessário descrever, apenas reforçar de forma simples e resumida.

A televisão dever ser usada de forma a despertar a emoção, de forma didática. Portanto, deve mostrar imagens otimistas, alegres, próximas do eleitor. O candidato deve ter em mente que ele está ocupando um espaço nobre na casa de cada eleitor. Por isso, naquele momento, está participando do convívio familiar. Portanto, deve usar um tom que se harmonize com o ambiente familiar.

Explicar seu projeto de trabalho com clareza, simplicidade e em ritmo que o telespectador-eleitor entenda sem dificuldades. E, sem necessidade de muito esforço, pois ele está diante de um veículo que para ele representa lazer.

Além do mais, cabe ressaltar que o candidato se expõe constantemente em público durante a campanha eleitoral. Por isso, ele precisa saber – exatamente – qual o papel da mídia naquele momento. E, quais são os fatores favoráveis e quais são contrários à sua candidatura. É necessário um casamento simbiótico com a mídia. Pois, ela pode criar ou destruir o candidato.

Conclusões

Portanto, marketing político é bom senso. É preciso saber interpretar as situações apresentadas pelo meio ambiente. Também, refletir sobre as variáveis existentes para controlá-las ao máximo. Por isso, sempre considerar como uma premissa básica: nunca contrarie o óbvio.

A ideia preponderante numa campanha eleitoral é fazer o menor número possível de erros. Dessa forma, o vencedor será o candidato que menos erros cometer durante a campanha. Por isso, para se diminuir a possibilidade de erros durante a campanha eleitoral é importante criar uma assessoria de campanha. Essa assessoria deve contar com profissionais competentes. Pois, atualmente numa campanha, é prioritário gastar menos em publicidade e mais em profissionais de imprensa e pesquisa.

É preciso, na medida do possível, envolver a mídia com a campanha fazendo com que ela participe do sucesso do candidato.

Fonte => Marketing Político: conceitos e definições de Eloá Muniz

Erivaldo Ribeiro
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Erivaldo Ribeiro é o fundador do Publicidade Viral. Empreendedor independente com foco em marketing, publicidade e empreendedorismo. Acredita que, ao compartilhar informações, está contribuindo para um mundo melhor. Temos um espaço no Facebook para nossa comunidade.

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